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Homilia Sexta(02/12/22) I Semana do Advento | Ano A

Atualizado: 26 de dez. de 2022

Sexta-feira, 02/12/2022 - Mt 9,27-31


● Como confessar-se pedindo compaixão?


Os cegos pediram compaixão (Mt 9,27). Nós também pedimos compaixão no sacramento da confissão. Permita-me dar um conselho bem prático a você: não espere chegar mais perto do Natal para se confessar, pois, facilmente, as filas crescem muito neste período e pode acontecer que você, pelo excesso de pessoas, não consiga se confessar. Quero que você seja um “smart sinner”, isto é, um pecador esperto: vá se confessar logo e prepara-se mais eficazmente para o Natal do Senhor.

Aquelas pessoas que estão muito afastadas de Deus pelos vários pecados mortais que lhe são próprios, devem, na confissão, dar importância aos próprios pecados mortais, dizendo ao sacerdote quais foram eles e quantas vezes os cometeram. A confissão desse tipo de fiel deve ter o foco na enunciação de pecados mortais e, na medida do possível, no número de vezes que esses pecados foram realizados. Em suma, os grandes pecadores não devem se preocupar com os pecados veniais na confissão, mas com os mortais; confessados os mortais, os veniais serão igualmente perdoados, mesmo que não os queiram dizer. Não podem, porém, omitir pecados mortais, pois, desta feita, não seriam perdoados de nada e ainda cometeriam um sacrilégio contra a santidade da confissão sacramental.

Os fiéis que já não cometem pecados mortais, devem colocar o foco no arrependimento perfeito (contrição), já que, segundo a doutrina católica, não é necessário dizer na confissão todos os pecados veniais e seu número. Na verdade, os fiéis que não têm pecados mortais e fazem uma “confissão por devoção”, não por necessidade, devem se ocupar mais do arrependimento por amor. E não venha me dizer que não existe a diferença entre pecados veniais ou leves e pecados mortais ou graves. De fato, se você afirmasse um tal erro, estaria a contradizer o próprio São João quem diz que há pecado que conduz à morte e há pecado que não conduz à morte (cf. 1 Jo 5,16-17).



Pe. Françoá Costa

Instagram: @padrefcosta


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